Música do GMCL e Pintura de São Nunes fundem-se em palco PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Nova Odivelas   
Terça, 16 Março 2010 08:44

São NunesInspirada pelo concerto do Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, São Nunes pintou, ao vivo, uma tela abstracta. Coube à Malaposta acolher este misto de experiências visuais e auditivas que culminou numa obra cheia de cor e espontaneidade.


pub

pub





O Grupo de Música Contemporânea de Lisboa (GMCL) e São Nunes aliaram-se numa experiência sensitiva diferente. A 11 de Março, na Malaposta, a artista plástica e performer interpretou, numa tela gigante, várias obras de compositores portugueses. Embalada pelos temas criou, ao vivo, um quadro abstracto, cheio de cor e ritmo, onde transparece a simbiose entre momentos tranquilos e frenéticos.

O espectáculo surgiu na continuidade de “In Memoriam”, a exposição individual de Pintura de São Nunes em exibição no foyer do centro cultural até amanhã (dia 20), que explora o mundo sonoro de Jorge Peixinho, fundador do GMCL.

«Intuição, percepção e concentração»

Após o concerto a artista recordou que já tinha participado em performances semelhantes na Malaposta, mas com um estilo de música diferente. Sobre a noite em causa, refere que «Foi tudo muito rápido» e que trabalhou «Numa base de intuição, percepção e concentração».

José Machado, responsável pelo GMCL (e um dos violinistas), gostou do quadro abstracto que nasceu da fusão das duas formas artísticas. «Tocamos duas obras de Jorge Peixinho, duas de Clotilde Rosa e uma de Ana Seara. Todas no seu estilo próprio e sem dúvida que portadoras de uma grande diversidade de linguagem e de cor», à semelhança da tela de São Nunes.

«Ela tem muito talento»

Uma das compositoras interpretadas, Clotilde Rosa, esteve no centro cultural e assistiu, pela primeira vez, à junção das suas músicas com a Pintura a óleo. «É muito gratificante e sensibiliza. Ela tem muito talento e soube compreender os temas», comenta.

Entretanto, São Nunes – que já veio à Malaposta várias vezes, também como actriz em peças de teatro – vai continuar o seu processo criativo. Tem outros projectos na mesma linha, ligados à Literatura ou à Ciência, e garante que já não há compartimentos estanques: «Todas estas áreas podem ser libertadoras e capazes de gerar Arte».


O Grupo de Música Contemporânea de Lisboa

O GMCL foi fundado em 1970 por Jorge Peixinho em colaboração com outros músicos portugueses incluindo Clotilde Rosa, Carlos Franco e António Oliveira e Silva, que já preparavam juntos vários concertos na Fundação Calouste Gulbenkian. A sua estreia em público decorreu no Festival de Sintra, ainda nesse primeiro ano de existência, mas só a partir de 1974 começou a deslocar-se com mais frequência ao estrangeiro.

Interpreta sobretudo obras de compositores portugueses e em particular temas de Jorge Peixinho.




Texto e fotografias: Lina Manso


pub
pub



 

Adicione seu comentário

Seu Nome:
Seu e-mail:
Assunto:
Comentário:
NOTV

Para contactar a nossa
redacção por
favor clique aqui.
Use a caixa dos
comentários apenas
para comentar
as notícias

Nova Odivelas
425

Para obter PDF integral clique no nome da  publicação que deseja


Para folhear na Internet clique na capa respectiva

Desportivamente
22


Odivelas Life
05