No âmbito da Exposição “O Olimpismo em Portugal” patente no Centro de Exposições de Odivelas a Divisão de Desporto da Câmara Municipal de Odivelas (CMO) promoveu um debate sobre “O Desporto Federado em Portugal: que ligação aos Municípios” que contou com as participações de Carlos Ribeiro, Presidente da Associação de Futebol de Lisboa e Vítor Pataco, Assessor do Vereador do Desporto da Câmara Municipal de Lisboa. A Manuel Pina, Professor de Educação Física e Mestre em Gestão da Formação Desportiva, coube a moderação e Susana Amador, presidente da CMO abriu o evento. O Vereador do Desporto, Hugo Martins, encerrou o debate.
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O Presidente da Associação de Futebol de Lisboa, instituição que celebra este ano o seu 1º centenário, inventariou as tarefas actuais da associação que, entre outras, tem a missão de planear e organizar os campeonatos e provas distritais no futebol e futsal federado que envolvem mais de 25.000 atletas, cerca de três centenas e meia de árbitros e mais de meio milhar de jogos todas as semanas.
Para Carlos Ribeiro a situação financeira da maioria dos clubes é «Muito preocupante» com encargos cada vez mais elevados na manutenção das actividades, sublinhando o pagamento do policiamento, dos árbitros, dos transportes e dos seguros, sugerindo como uma forma de aliviar esta pressão económica sobre os clubes com o aumento, em 0,5% da fatia que aos clubes cabe das receitas dois jogos da Santa Casa que neste momento é de 1%.
O dirigente da AFL realçou os exemplos das câmaras de Sintra e Cascais que suportam as despesas com seguros dos atletas dos escalões de formação dos clubes dos seus concelhos e desejou que outros municípios seguissem este exemplo.
Vítor Pataco não recebeu bem esta sugestão de Carlos Ribeiro que considerou discriminatória em relação a outras modalidades desportivas e sublinhou que «É obrigação das autarquias promover o aumento das condições de acesso à prática desportiva, quebrando as barreiras de exclusão».
O Assessor do vereador do Desporto lisboeta frisou bem que «Não é com grandes organizações desportivas como Jogos Olímpicos ou Mundiais de Futebol a realizar em Lisboa, que se promove o desporto» considerando que essa promoção passa fundamentalmente pela criação de equipamentos desportivos e pela sua optimização e rentabilização de forma a que sirvam uma cada vez maior número de praticantes nas modalidades mais diversas.
A encerrar o debate, Hugo Martins, com o pelouro do Desporto no executivo municipal, sublinhou a importância de se falar do Desporto mas defende que «O Desporto não resume à sua prática formal» exemplificando com as várias iniciativas existente em Odivelas como o Clube do Movimento e o Roteiro de Circuitos Pedestres ou os equipamentos que permitem essa prática informal como os Circuitos Bio-saudáveis, o Parque do Rio da Costa e o Pinhal da Paiã. Para Hugo Martins «Falar de Desporto é falar de tudo isto».
O vereador lamentou que «Aqueles que se intitulam os grandes responsáveis pelo desporto» afirmando que a Câmara de Odivelas «Apoia o desporto como lhe é possível» inventariando alguns desses apoios como «A manutenção dos Pavilhões Escolares, o pagamento da água e da luz e os transportes para as deslocações» que considerou serem «Uma forma não discriminatória de apoio ao desporto».
O futuro pavilhão do Porto Pinheiro, a criação em breve do Conselho Municipal de Desporto, e a disponibilidade da CMO para ajudar os clubes no âmbito da Medicina Desportiva, Economia de Escala, Inscrições na Formação e Formação de Técnicos foram anunciados por Hugo Martins como situações que irão melhorar o panorama desportivo de Odivelas.
Texto: David Braga/Henrique Ribeiro
Fotografias: David Braga
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