Os vinhos alentejanos da Casa de Sabicos, apresentados pelo enólogo Joaquim Madeira, acompanhados das iguarias preparadas pelo Forno da Cidade, foram as estrelas da noite em mais uma excelente e muito participada Prova de Vinhos daquele restaurante da Urbanização da Ribeirada.
Como sempre a casa encheu com muitos convidados das várias áreas da sociedade Odivelense e da grande Lisboa, recebidos com elegância pelos anfitriões, o empresário Arnaldo Dias; o gerente do grupo, Jorge Pires e o gerente do Forno da Cidade, Nuno Neves de Sousa.
A Casa Agrícola Santana Ramalho (Casa de Sabicos) foi o produtor escolhido para esta 37º prova. Vem de Aldeias de Montoito, na freguesia de Montoito, integrada na Região de Reguengos da Denominação de Origem Controlada do Alentejo.
As suas origens remontam a meados do Século XIX onde «Uma família de agricultores se destacou na região e cuja matriarca era conhecida por “Sabica”, que não ignorou nem a vinha nem o vinho. Não eram, no entanto, objecto comum dentro da Sociedade Agrícola por ela criada, mas objecto individual fora dela. Eram sim um meio privilegiado de competição saudável entre todos».
Hoje, os vinhos da Casa de Sabicos, consubstanciam um projecto de dois dos bisnetos e dois trinetos da Avó Sabica, «No sentido de retornar a filosofia de fabrico do vinho» vinda das anteriores gerações.
Ao Enólogo Joaquim Madeira coube a apresentação dos seus vinhos. Começou por dizer que «O Forno da Cidade é a casa que mais divulga os vinhos portugueses» afirmando que «Não é comum em salas deste tipo ver estas iniciativas. O Forno da Cidade já apresentou os melhores vinhos e os melhores enólogos portugueses».
O primeiro vinho apresentado foi um Rosé. «Alguns consideram o rosé um subproduto, mas não é. É um vinho tão importante como os outros» sublinhou Joaquim Madeira.
Graça Santana Ramalho é o nome deste vinho e a colheita apresentada foi a de 2008. É um vinho das castas Aragonês e Periquita, fermentado em cuba de inox sob temperatura controlada, seguido de estágio em garrafa. Discreto na cor tem aromas de frutos vermelhos florais num conjunto harmonioso e persistente. Pode ser tomado como aperitivo com frutos secos ou com caviar, salmão, patés diversos ou sushi, devendo ser servido entre os 10 e os 12 graus.
Joaquim Madeira, branco de 2008. Este vinho representa uma inovação do enólogo e por isso ostenta o seu nome. «Dei-lhe o meu nome porque não é uma mistura muito casual» disse o enólogo. Expliquemos: Este vinho é composto por três castas. Duas delas, Antão Vaz e Chadonay, fermentam juntas em barricas de carvalho francês, seguido de um estágio de seis meses com as borras finas. «Estas castas têm pouca acidez. Para dar acidez aos vinhos usa-se ácido tartáreo industrial ou castas acídulas». Joaquim Madeira preferiu um produto mais natural optando pela casta Arinto, oriunda de Bucelas, que fermenta à parte dos outros dois, em cubas de inox. Depois de prontos, os vinhos são analisados em laboratório e encontra-se a percentagem em que devem ser misturados, que é variável de colheita para colheita. «Da mistura resulta um vinho rico em aromas tropicais, com muita untuosidade e final persistente. Pode ser tomado sozinho como aperitivo ou acompanhar todo o tipo de peixe, condimentado ou não, mariscos cozidos e carnes brancas».
Casa de Sabicos, tinto de 2006 foi o terceiro vinho apresentado. Com 35% de Trincadeira, 35% de Aragonez, 15% de Alicante Bouchet e 15% de Cabernet Sauvignom, é um vinho muito apreciado pelos clientes da Casa de Sabico em várias partes do mundo para onde é exportado. Fermenta em cubas de inox com controlo de temperatura e estagia 12 meses em barricas novas de carvalho francês. Após engarrafamento é mantido em temperatura controlada mais um ano. «Com uma cor granada intenso e aromas de frutos vermelhos silvestres, bem maduros, apresenta-se na boca encorpado e com taninos equilibrados».
Avó Sabica, tinto de 2004, foi o último dos vinhos desta prova. Das castas Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet, fermentou em cuba de inox com maceração pré e pós fermentiva seguido de 16 meses em barricas de carvalho francês. «Tem uma cor granada intenso e retinto, o aroma é bastante complexo a frutos pretos bem maduros, especiarias, chocolate preto com a envolvência da tosta da madeira».
Foi mais uma grande noite de festa gastronómica no Forno da Cidade, mantendo a qualidade a que já nos habituou. Em Dezembro não vai haver prova devido à época natalícia, voltando a prova em Janeiro de 2010 em data ainda anunciar.
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São sempre os mesmos e nos mesmos sítios, os participantes destes eventos. Parece-me que estamos perante um conlúio social, para a manutenção do poder local e mais alargadamente ao poder central, já que o Município de Odivela é uma extensão do Lgº do Rato, que é como quem diz dos PS de Sócrates