Na reunião da Câmara Municipal de Odivelas realizada esta manhã, o incidente com o vereador Hugo Martins voltou a ser levantado com o próprio a falar pela primeira vez, publicamente, a presidente de Câmara a reafirmar o seu apoio e o vereador Hernâni Carvalho a manifestar-se solidário com Hugo Martins.
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O vereador independente salientou o facto de o concelho de Odivelas ter sido de novo destaque na comunicação «Com motivos que não são os melhores», Ironizando disse que Hugo Martins seria um super-homem para bater em quatro militares e mais sério considerou que «O que tenho lido não pode estar muito perto da verdade» e defendeu que até se saber toda a verdade Hugo Martins é inocente. «Estou solidário consigo até que alguém prove que cometeu algum crime» disse dirigindo-se a Hugo Martins.
Falando do Regulamento de Utilização das Viaturas Municipais disse ter dúvidas de que esse instrumento tenha as punições suficientes e afirmou que haver regras sem punição para os infractores não faz sentido.
Hernâni Carvalho criticou o silêncio de Susana Amador afirmando que «A presidente da Câmara esteve tempo demais em silêncio. Quando as coisas acontecem temos de dar a cara por elas. A Câmara devia ter tomado uma atitude pública». Para o vereador esse silêncio «Provavelmente deu origem ao expandir desta situação».
O vereador Hugo Martins que, para além do comunicado emitido na Segunda-feira após o incidente, se tem remetido ao silêncio, falou pela primeira vez, publicamente, sobre o assunto que considerou «Já foi por demais explorado na Assembleia, Câmara Municipal e comunicação social» afirmando ter sido «O mais prudente em todo este processo» e que «Em política não vale tudo». Sobre si próprio afirmou ter provas dadas quanto ao seu carácter, personalidade e comportamento e que «O segredo de justiça impede-me de dizer mais» sobre o assunto.
Hugo Martins acusou a comunicação social nacional por não ter publicado o seu comunicado e disse que «O Relatório que hoje recebi do Hospital de Vila Franca de Xira ainda me dá mais força para o Processo Judicial que está a ser preparado». O vereador agradeceu o apoio da presidente da Câmara «Neste momento difícil que estou a viver» e garantiu que Susana Amador «Pode sempre contar comigo como eu contei com ela».
A Presidente da Câmara voltou a reforçar o que disse na Assembleia Municipal de Segunda-feira e que já publicámos, afirmando ainda que «Há alguns jornalistas que não querem ser esclarecidos e por isso não vale a pena esclarecer. Os poderes políticos são fiscalizados e a comunicação social abusa do poder e não têm consequências disso e podem até estragar uma vida». Para a edil neste caso «Há um turbilhão de informação contraditória e é preciso deixar que as coisas se aclarem».
Texto: Henrique Ribeiro
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Comentários (1)
Inquérito
1
Quinta, 17 Dezembro 2009 14:52
F.S.
Para aclarar o « turbilhão de informação contraditória» só com a abertura de um inquérito, a ser instruído por um eminente jurista, apartidário e de fora do Concelho, e onde se apure reais Conclusões e Recomendações, face ao sucedido. O munícipe, enquanto contribuinte para as despesas da autarquia, com impostos e taxas, deve ser esclarecido sobre o que, efectivamente, se passou. Quando, onde e por quê? São três perguntas as quais os munícipes exigem resposta.
Para aclarar o « turbilhão de informação contraditória» só com a abertura de um inquérito, a ser instruído por um eminente jurista, apartidário e de fora do Concelho, e onde se apure reais Conclusões e Recomendações, face ao sucedido. O munícipe, enquanto contribuinte para as despesas da autarquia, com impostos e taxas, deve ser esclarecido sobre o que, efectivamente, se passou. Quando, onde e por quê? São três perguntas as quais os munícipes exigem resposta.