O futuro Hospital de Loures, que vai também servir toda a população de Odivelas, foi apresentado publicamente. Após vários avanços e recuos, a obra avança através de uma parceria público/ privada.
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Muitos projectos na gaveta e críticas sobre a adiada construção do Hospital de Loures têm marcado a última década. Contudo, o equipamento parece agora mais próximo da realidade. A 11 de Setembro, numa cerimónia presidida por Ana Jorge, ministra da Saúde, o projecto foi finalmente apresentado à imprensa e à população. No dia anterior o Governo e o vencedor do concurso público assinavam o contrato de adjudicação.
Gestão público/ privada, abrangência e especialidades
A conclusão da empreitada está prevista para 2012 e o investimento na construção e manutenção, a cargo do consórcio liderado pela Espírito Santo Saúde/ Asklepios, ronda os 135 milhões de euros. Será também este a gerir o estabelecimento durante um período de 10 anos, renovável. A propósito do modelo de gestão público/ privada a ministra da tutela garante que não se repetirão os erros do passado, referindo-se aos desentendimentos entre o Governo e o Grupo Mello sobre o Hospital Amadora/ Sintra.
A nova unidade vai abranger, na totalidade, os concelhos de Odivelas e Sobral de Monte Agraço, além de grande parte do de Loures (excepto a zona oriental) e de algumas freguesias de Mafra.
Ao todo 272 mil pessoas terão acesso a especialidades médicas (incluindo Cardiologia, Neurologia, Pediatria ou Oncologia Médica), cirúrgicas (como Angiologia e Cirurgia Vascular, Cirurgia Plástica e Reconstrutiva, Oftalmologia e Urologia) e a meios de diagnóstico e terapêutica (Anatomia Patológica, Imunohemoterapia, Medicina Física e de Reabilitação, Radiodiagnóstico, entre outras).
Capacidade instalada
Haverá 424 camas para internamento; 44 gabinetes para consultas externas; oito salas de bloco operatório para cirurgias; Hospital de Dia Médico (com Oncologia e Diálise), Pediátrico e Psiquiátrico; e Urgências. A maternidade permitirá fazer mais de três mil partos por ano.
Ainda à espera de um nome de baptismo, o Hospital será construído num terreno avaliado em 15 milhões de euros, cujo direito de superfície foi oferecido pela câmara à Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo. A infra-estrutura ocupará uma área bruta de cerca de 63 mil metros quadrados, prevendo-se também a criação de 1270 lugares de estacionamento. «Processo irreversível»
O contrato de adjudicação da obra ao consórcio Internacional de Saúde “Consis Loures” (liderado pela Espírito Santo Saúde/ Asklepios) foi assinado no ministério das Finanças a 10 de Setembro.
Carlos Teixeira, presidente da CML, refere que a reivindicação do equipamento remonta a 1920 e que neste momento a construção é um «Processo irreversível».
Entre os muitos convidados da cerimónia estiveram Susana Amador, presidente da Câmara Municipal de Odivelas, e o vereador José Esteves, com o pelouro da Saúde. No seu discurso, Carlos Teixeira frisou o empenho da edil Odivelense, que sempre lutou pela execução do Hospital.
Texto: Lina Manso
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