O Pavilhão do ATL da Escola Básica Dr. Mário Madeira, na Pontinha, ficou completamente destruído, devido ao temporal que no Sábado assolou o país. Eram 13h57 quando os bombeiros da Pontinha receberam o pedido de socorro tendo envidado para o local 14 homens e 4 viaturas que apenas tiveram por missão ajudar a retirar alguns bens dos escombros e prevenir que os restos do pavilhão não causassem mais estragos. A Junta de Freguesia enviou também trabalhadores da varrição para colaborar.
pub
Tanto quanto conseguimos apurar, o Pavilhão foi mandado construir pela Associação de Pais e nele funcionavam o ATL e o refeitório da escola desde o Verão de 2009. Num dia normal de aulas, estariam à hora do sinistro, cerca de 80 crianças naquelas instalações e só o facto da ocorrência ter sido a um Sábado evitou que se registassem danos humanos.
Segundo técnicos ouvidos pela nossa reportagem, aquele tipo de construção era inadequada para as dimensões do Pavilhão (cerca de 200m2) e era idêntica à usada nas residenciais dos parques de campismo que geralmente têm cerca de 20 m2.
Outro parecer adianta que «Naturalmente que o mau tempo e os ventos fortes contribuíram para o incidente, mas devemos referir que a cobertura em sanduíche térmica estava fixa por cavilhaste e apoio nos barrotes de madeira, não tendo qualquer asna o que facilitou o seu desprendimento.
O arrancamento da cobertura e o efeito vela consequente acabaram por levar à total destruição do equipamento por este ser pré-fabricado em madeira e a sua estrutura ser integrada do tipo puzzle».
O parecer sublinha que «Nas imediações os pavilhões do género em alvenaria com coberturas de zinco e com muitos anos de construção – mais de 30 e 40 anos - não sofreram quaisquer danos. Mais o próprio pavilhão da Junta de Freguesia da Pontinha, vizinho à escola e onde a cobertura acabou por cair não sofreu grandes estragos».
Não sabemos se o Coordenador das Escolas do Ensino Básico do Agrupamento de Escolas da Pontinha, Paulo Mendes, pretendia esconder alguma coisa mas sabemos que tentou por todos os meios impedir a nossa reportagem de recolher imagens do local, usando mesmo a ofensa pessoal, chamando parasita ao jornalista e a tentativa de retirada à força, puxando-o por um braço. Falhadas estas tentativas exigiu à PSP que retirasse a nossa reportagem do local, exigência que a PSP não cumpriu por ser ilegal.
O Serviço Municipal de Protecção Civil, o Presidente da Junta de Freguesia da Pontinha, José Guerreiro e o Vogal Rui Teixeira também estiveram no local, assim como o vereador da Protecção Civil, Paulo César. O Vereador disse-nos que irá ser feita uma reunião para ver o que é possível fazer para a continuação das actividades efectuadas naquele pavilhão, que para já estão suspensas e que irá ser elaborado o inquérito para perceber as causas do sinistro.
REPORTAGEM VÍDEO EM
Texto e fotografias: Henrique Ribeiro
pub

|